Nota de imprensa da Presidência da ALRAA - Dia da Região 2014 - Insígnias Autonómicas  - Nota Biográfica dos Homenageados

 

Alice Augusta Pereira de Melo Maulaz Moderno

Nasceu em França em 1867.


Em 1876 fixou-se com os pais na Terceira, onde a família permaneceu até 1883, ano em que se radicou em Ponta Delgada.


Foi a primeira jovem a frequentar o ensino liceal em Ponta Delgada e desde muito cedo se assumiu como uma mulher emancipada, tendo ficado conhecida como uma das primeiras feministas dos Açores.


Republicana, depois de 1910, com a implantação da República Portuguesa, passou a participar ativamente na vida social e política de Ponta Delgada, designadamente na campanha a favor da aprovação da lei do divórcio.


Fundou em 1911 a primeira associação dedicada ao bem-estar animal nos Açores: a Sociedade Micaelense Protetora dos Animais. Foi também fundadora do Sindicato Agrícola Micaelense.


Ganhando reconhecimento nacional, foi sócia de diversas agremiações científicas e literárias, entre as quais a Società Luigi Camoens (Itália), a Sociedade Literária Almeida Garrett, a Sociedade de Geografia de Lisboa, o Grémio Literário Funchalense e o Instituto de Coimbra.


Legou os seus bens a diversas causas de beneficência e adquiriu o imóvel das Capelas destinado à Casa do Gaiato.


Em 1948 foi inaugurado o Hospital Alice Moderno, destinado a acolher animais maltratados.

 

 

Álvaro Raposo de França

Nasceu em São Miguel em 1940.


Estudou naquela cidade até entrar para a Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo concluído o Curso Complementar de Escultura, em que trabalhou com o Mestre Barata Feyo.


No ano letivo de 1972/73 iniciou a docência no Ensino Secundário após o Curso de Ciências Pedagógicas na Universidade de Coimbra.


Em 1989 concorreu à Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Em 1995 fez as provas para Professor Auxiliar, tendo permanecido assim até se aposentar em 2000 já na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.


Paralelamente à docência trabalhava em Escultura, onde ganhou notoriedade nacional pela sua obra, tendo participado em diversas exposições coletivas e dezasseis individuais em Portugal, França, Holanda, Estados Unidos, Bermuda.


Conta, no seu currículo, com mais de quarenta obras públicas entre estátuas, monumentos e bustos, nos Açores, no Continente e no Estrangeiro.

 

 

António Eduardo Soares de Sousa

Nasceu em São Miguel em 1932.


Concluiu o Curso Superior de Arquitetura, na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa.


Em 1965, ingressou como funcionário público na Câmara Municipal de Lisboa, dedicando-se ao sector de Urbanismo, à análise da revitalização do centro histórico da cidade e à temática do património urbano.


Em 1984 regressou a S. Miguel a convite da Secretaria Regional do Equipamento Social, ocupando o lugar de Director de Serviço, para as áreas de Urbanismo e Ambiente.


Nos últimos anos e já aposentado, dedicou-se às Artes Plásticas, sua inicial e persistente paixão, onde, como amador, tem exibido trabalhos de desenho, aguarela e acrílico.


Considera a participação pública em reflexões e opiniões independentes, um dever de cidadania e o melhor sinal de formação democrática.

 

 

António Henrique Paiva Valente

Nasceu em Santa Maria em 1950.


Com apenas 17 anos de idade, António Valente inicia a sua carreira na Estação Emissora Clube Asas do Atlântico, primeiro como operador de radiodifusão, depois como ajudante de programador e finalmente como programador.


No primeiro de janeiro de 1979 ascende à categoria de locutor de radiodifusão, começando a apresentar programas, contribuindo para o sucesso do Asas do Atlântico e para o crescimento do número dos seus ouvintes.


Depois de cumprir o serviço militar durante quatro anos, regressa ao Asas em 1975, numa nova era da Rádio, na sequência da liberdade conquistada pela Revolução dos Cravos.


O aparecimento de rádios locais e algumas dificuldades surgidas no Asas levam António Valente a desempenhar várias funções técnicas e de locução, preparando os seus programas em toda a sua extensão, da reportagem ao estúdio. Assim veio para ficar o “Bom Dia Açores”, em direto, sem filtros, marcando a imagem de António Valente como um atencioso ouvinte dos seus ouvintes.


Percorreu todas as ilhas acompanhando em direto momentos importantes para a vida dos Açores e deixando uma profunda marca na rádio açoriana.

 

 

Armando de Freitas Amaral

Nasceu no Faial em 1920.


Completou o Ensino Secundário em Angra, fez o curso de Oficiais Milicianos de Artilharia Ligeira em Vendas Novas, e prestou serviço em diversas unidades.


Foi funcionário do Banco de Portugal, na Horta e em Angra do Heroísmo.


Integrou a direção do Grémio Literário Artista Faialense, da Sociedade Amor da Pátria e do Colégio de Santo António. Foi Vice-Presidente do Fayal Sport Clube, onde também praticou várias modalidades desportivas.


Dirigiu, por mais de uma década, o jornal Correio da Horta tendo ainda enquanto jornalista colaborado em vários jornais: O Telegrafo, O Triângulo, Jornal do Fayal Sport Club, As Flores, Jornal da Praia, A União, Açores, Açoriano Oriental, e outros, tendo também publicado sete livros, entre os quais Crónicas de Viagem e Horta-New Bedford – Cidades por baleia irmanadas.


Foi presidente da Comissão Política do CDS-PP do Faial e membro do Conselho e das Comissões Política e Executiva Regionais, vereador da Câmara Municipal da Horta e representante deste Município na Comissão de Turismo do Distrito Autónomo da Horta.


Foi Membro da Conferência São Vicente de Paula, Mordomo da Confraria do Santíssimo Sacramento da Matriz da Horta e Membro da congénere de Angra do Heroísmo, sendo Ministro extraordinário da Comunhão.

 

 

Augusto de Athayde Soares d’Albergaria

Nasceu em São Miguel em 1941 e faleceu em 25 de fevereiro de 2014.


Licenciou – se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa com louvor e distinção, tendo sido convidado para Assistente da  cadeira de Direito Administrativo  na referida Faculdade.


Integrou de 1970 a 1974 os governos  do Professor Doutor Marcelo Caetano, primeiro enquanto Subsecretário da Juventude e Desportos, depois como Secretário desse mesmo pelouro e por fim enquanto Secretário de Estado da Instrução e Cultura.


Completou dois Mestrados, um em Direito e outro  em Administração e Empresas, e doutorou – se em Direito pela  Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tendo – lhe sido reconhecida a equiparação ao grau de Doutor Livre Docente em Portugal.


Desempenhou ainda as funções de Presidente de Conselhos de Administração de três instituições bancárias.


Institui ainda a Fundação do Jardim José do Canto, em promoção e defesa da Cultura Açoriana, advogando que o Culto Regionalista é a via segura para o engrandecimento dos Açores.


Foi agraciado com a Grã Cruz da Ordem de Cristo e com a Grã Cruz do Mérito Civil de Portugal, com a Grã Cruz de Honra e Devoção da Ordem Soberana  Militar de Malta e com a Comenda da Ordem do Rio Branco  do Brasil.


Sócio da Academia das Ciências de Lisboa, distinguiu-se ainda pela autoria de diversas publicações nas áreas da História, do Direito, da Genealogia, destacando – se o seu livro de Memórias intitulado “Percurso Solitário”.

 

 

Banco Alimentar Contra a Fome – S. Miguel

O Banco Alimentar Contra a Fome – S. Miguel, criado em 1996, é uma instituição particular de solidariedade social reconhecida oficialmente como “de superior interesse social” desde 1999, cujos princípios orientadores assentam no espírito de partilha, na generosidade e na luta contra o desperdício.


Tem como objetivo a angariação e distribuição de géneros alimentares às pessoas com carência económica, beneficiando do mecenato e desenvolvendo a sua ação na ilha de S. Miguel através de uma rede que já atinge 500 voluntários e, neste momento, de parcerias com 71 outras organizações de apoio social, é considerado uma instituição exemplar nos planos da gestão e prestação de contas das suas atividades.


O Banco Alimentar de S. Miguel, em 2013, distribuiu diariamente uma média de perto de duas toneladas de alimentos.


Só nos últimos 13 anos movimentou cerca de cinco mil toneladas de alimentos, apoiando milhares de famílias e fornecendo também produtos para a confeção de refeições sociais por várias instituições.


A sua intervenção foi igualmente muito relevante por ocasião da crise sísmica de 1998, que afetou as ilhas do Faial e do Pico, assegurando uma ponte alimentar junto dos sinistrados através da angariação e envio de produtos e de donativos com a mesma finalidade.


O Banco Alimentar Contra a Fome – S. Miguel é, assim, uma instituição privada de referência e de elevada importância no contexto da solidariedade e da assistência social nos Açores.

 

 

Batista Sequeira Vieira

Nasceu em São Jorge em 1937.
 

Emigrou aos 16 anos para a Califórnia, tendo ficado por sua conta a gerir uma vida de trabalho árduo, de longas horas e pouca remuneração, numa vacaria.
 

Criou a sua própria empresa de pintura em 1963. Contrariando a fase de depressão da cidade de São José, Batista Vieira começou a comprar casas e a vendê-las após o seu restauro, o que lhe rendeu o suficiente para ampliar os seus negócios num centro comercial.


Comprou, em parceria, a primeira estação de rádio em 1974 para servir a comunidade portuguesa - considerada uma das melhores rádios estrangeiras da Baía de São Francisco. Seguiu-se outra rádio, desta feita para servir a comunidade portuguesa do Vale de São Joaquim. Com a aquisição de mais duas rádios, realizou o sonho de introduzir na sua programação a língua portuguesa.
 

Foi fundador da Igreja Portuguesa de São José, Presidente da Sociedade do Espírito Santo, da Luso-American Fraternal Federation, e desempenhou funções relevantes em várias instituições, ajudando muitos portugueses na comunidade e na sua terra natal.


Recebeu distinções do Presidente Reagan, do Congresso Americano, do Senado e Câmara dos Representantes do Estado e de Comendador da Ordem de Mérito da Presidência da República Portuguesa.

 

 

Cáritas da Ilha Terceira

A Cáritas da Ilha Terceira tem por missão estar “sempre mais próximo do próximo”. É seu principal objetivo a promoção da pessoa humana e centra o seu esforço interventivo prioritariamente no desenvolvimento de competências das populações em risco ou já em situação de pobreza e/ou exclusão social.


No âmbito de situações de catástrofe e emergência, sobressaiu no apoio às populações da Terceira aquando do sismo de 80, e recentemente nas enxurradas da Agualva, tendo tido ainda participação em campanhas nacionais e internacionais, de onde se destacam os Fogos no Continente, as enxurradas na Madeira, o Tsunami no sudeste Asiático e outras catástrofes.


Faz também parte integrante da sua intervenção a constante preocupação com a Animação Pastoral, suscitando e fazendo crescer, nas paróquias, a dimensão social como exigência da vida da comunidade cristã.


A inovação social é outro dos seus pilares da intervenção, nomeadamente com o objetivo de prevenir situações de exclusão social e potenciar estratégias para uma melhor inclusão socioprofissional das populações mais vulneráveis.


Todo o trabalho desenvolvido conta com a colaboração de capital humano assalariado e voluntário, beneficiando da estreita colaboração com diversos departamentos do Governo Regional dos Açores, em particular nas áreas da solidariedade social, da educação, do emprego e da juventude, bem como com parcerias com outras Organizações Não Governamentais, Fundações e Empresas Privadas, em constante ligação com a Igreja local e com a Cáritas Portuguesa.

 

 

Eduardo Manuel Hintze da Paz Ferreira

Nasceu em São Miguel em 1953.


É Professor Catedrático, Presidente do Grupo de Ciências Jurídico-económicas da Faculdade de Direito de Lisboa e Professor Catedrático Jean Monnet em Economia Europeia. Diretor da Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal, preside ao Instituto Europeu e ao Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal.


Foi Presidente da Associação Fiscal Portuguesa em dois mandatos, vogal do Conselho Superior do Ministério Público em vários mandatos e pertenceu aos júris de seleção dos Conselheiros do Tribunal de Contas e do Supremo Tribunal Administrativo (Secção Fiscal).


Leciona atualmente em Maputo.


Na sua carreira procurou sempre privilegiar temas ligados à vida da Região e do País e nesse âmbito consagrou o seu mestrado às finanças regionais.
Foi responsável pelo anteprojeto da primeira Lei de Finanças das Regiões Autónomas e pelos estudos de adaptação do sistema fiscal à Região.


Representou a Região na Comissão de Reforma Fiscal de 1988 e na Comissão de Acompanhamento das Privatizações.


À atividade universitária e à advocacia associa uma forte intervenção cívica.

 

 

Fernando Rocha Pimentel

Nasceu no Corvo em 1932.


Iniciou a atividade baleira muito jovem, com 17 anos.


A sua principal profissão foi a de agricultor e a sua paixão o mar. A ela se entregou como baleeiro até julho de 1955, altura em que a cessou, de forma abruta, quando se deu o acidente mortal que vitimou o trancador - José Fraga -, seu cunhado.


Este episódio marcou a sua vida de tal modo que não mais se entregou à baleação.


Nesta mesma década de cinquenta integrou a equipa de vólei como desportista e permaneceu na sua principal atividade - a agricultura -, tendo mais tarde aplicado o seu trabalho na apanha de algas.


Em 1968 emigrou para os EUA, e viveu durante 8 anos em New Bedford, Massachusetts, sempre com a sua terra natal no coração, tendo regressado em 1976, para se dedicar à atividade de moleiro.


É o último dos baleeiros na ilha do Corvo.

 


Gil de Sousa Inácio do Couto

Nasceu em São Miguel em 1923 e faleceu no dia 5 de dezembro de 2013.


Homem de fino trato, de grande espírito empreendedor e de grande devoção à terra que o viu nascer, fundou, em Ponta Delgada, dois espaços comerciais que não deixaram também de ser o palco cultural de tertúlias e debates de ideias bem como de encontros de leitura, importantes para as vivências daquela cidade e que a colocaram em muitos roteiros afetivos.


No início dos anos sessenta do século passado, abriu o Café O Gil, por muitos considerado o café mais carismático de Ponta Delgada e, em 1977, a Livraria O Gil, o primeiro espaço comercial de Ponta Delgada inteiramente dedicado à divulgação e venda do livro, bem como à promoção da leitura.


A sua livraria foi fiel depositária de um volumoso acervo de livros e publicações sobre a Região Autónoma dos Açores.

 

 

Hermano Chorão de Almeida Lima

Nasceu em São Miguel em 1933.


Estudou na Escola Secundária Antero de Quental e licenciou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa.


Estagiou na especialidade de otorrinolaringologia no Hospital dos Capuchos em Lisboa e fez concurso para internato nos Hospitais americanos, tendo obtido uma bolsa da Fundação Luso Americana Fullbright Scholarship, para se especializar nos Estados Unidos da América.


Cumpriu Internato Geral durante um ano no São Lucas Hospital em New Bedford, Massachusetts e foi resident no Brooklyn EYE and EAR, em Nova Iorque durante 3 anos.


Estagiou no Chevalier Jackson Clinic em Philadelphia.


Especialista em otorrinolaringologia foi desde 1966 diretor daqueles Serviços no Hospital de Ponta Delgada.


A esta especialidade dedicou toda a sua vida, sendo durante vários anos o único médico a exercer atividade nesta área em Ponta Delgada.
Recebeu a Comenda da Ordem do Mérito em 1996.

 


João Augusto Sampaio Macedo Leal

Nasceu no Porto em 1944.


Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.


Iniciou, em 1973, a sua carreira no Hospital Geral de Santo António no Porto onde fez os internatos de Policlínica e complementar em Anestesiologia tendo ingressado no quadro médico do Serviço de Cuidados Intensivos como assistente hospitalar e obtido, posteriormente, o nível de assistente graduado e Chefe de Serviço.


Requisitado pela Região Autónoma dos Açores, em 1979, para organizar a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, iniciou a sua atividade como especialista único em Medicina Intensiva em Junho de 1988 até Julho de 2012.


Encetou nos Açores a evacuação de doentes em estado crítico com acompanhamento clínico apropriado e foi também representante desta Região na Comissão Nacional de Saúde e Emergência.


Dedicou a sua vida profissional ao estudo da medicina intensiva e à organização do serviço como contributo inquestionável da melhor qualidade hospitalar quando observado dos pontos de vista do doente, dos médicos e enfermeiros, e dos Serviços de Saúde nos Açores. 

 

 

Jorge Manuel Rosa de Medeiros

Nasceu em São Miguel em 1954.


Recebeu vários prémios enquanto estudante, licenciou-se em 1977 em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico e ingressou na Universidade dos Açores como assistente. Em 1986 doutorou-se em Ciências Químicas, Química Orgânica, em Mississippi State University nos E.U.A. e pós doutorou-se em Química dos Produtos Naturais, em Washington State University, em 2001.


Tem desenvolvido atividade científica em várias áreas, em particular, na Química dos Produtos Naturais, incluindo a estrutura de compostos bioativos de plantas, organismos marinhos e microorganismos dos Açores, aplicações da energia geotérmica na produção de plantas com atividade biológica e avaliação do estado de eutrofização das lagoas dos Açores.


Sobre estes temas tem publicado relatórios, artigos científicos e livros, e apresentado comunicações em encontros, seminários, simpósios e congressos ao nível nacional e internacional.


Desempenhou as funções de Pró-Reitor de 2001 a 2002, Vice-Reitor de 2002 a 2011 e de Reitor da Universidade dos Açores de 2011 a 2014.


É Professor Catedrático desde 2004, tendo regido diversas disciplinas e orientado teses de mestrado e doutoramento. Recebeu o prémio "Graduate Student of the Department of Chemistry, Mississippi State University" em 1982 e pertenceu a várias sociedades honoríficas.

 

 

José Armas Gomes

Nasceu nas Flores em 1943.


Dedicou-se profissionalmente à lavoura e à pesca.


Em 1969 foi nomeado Regedor da Freguesia, cargo que manteve até à sua extinção em 1976. No mesmo ano, foi eleito Presidente da Direção da Cooperativa de Lacticínios da Fazenda.


Depois da Autonomia da Região colaborou na fundação da União das Cooperativas de Lacticínios da Ilha das Flores, onde a cooperativa da Fazenda ficou integrada.


Em 1987 foi o Presidente da comissão instaladora da Associação Agrícola da Ilha das flores, tendo sido eleito para Presidente da Direção durante 3 mandatos.


Foi igualmente Presidente da Federação Agrícola dos Açores, durante cerca de um mandato tendo pertencido à Direção Nacional da Confederação Agrícola de Portugal.


Exerceu funções como deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, pelo Partido Social Democrata, entre Junho de 93 e Abril de 94.

 

 

José Manuel Almeida Braz

Nasceu em Lisboa em 1946.


Licenciou-se em Engenharia Química Industrial no Instituto Superior Técnico de Lisboa em 1970.


Iniciou a sua vida profissional no ano de 1974 como gestor de empresas, tendo fundado juntamente com outros sócios várias empresas do ramo Agroalimentar, tanto de produção como de transformação e industrialização.


É atualmente Presidente do Conselho de Administração da Finançor, SGPS, holding que detém participações em mais de uma dezena de empresas no ramo agroalimentar e no sector turístico.


Foi vogal da Assembleia Municipal de Ponta Delgada pelo Partido Socialista e mandatário para os Açores das candidaturas à Presidência da República de Mário Soares, em 1990 e de Jorge Sampaio em 1995 e 2001.


Foi Vice-Presidente da Direção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Presidente do Conselho Fiscal, Membro do Conselho Regional de Incentivos e Presidente do Conselho de Administração da Verdegolfe, S.A..


É Cônsul Honorário da Bélgica nos Açores e membro do Rotary Clube de Ponta Delgada.


Recebeu a Comenda da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial.

 

 

Luís António Alves Pereira de Almeida

Nasceu em Ponta Delgada em 1937.


Cumpriu a sua escolaridade em Ponta Delgada e formou-se em Medicina, na Universidade de Lisboa, em 1965.


Tornou-se membro da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, em 1972, especializou-se em Cardiologia no Hospital de Santa Marta em 1974 e no ano seguinte, tornou-se médico Cardiologista no Hospital de Ponta Delgada.


Fundou o Serviço de Cardiologia do mesmo hospital, em 1976, do qual foi Chefe e Diretor de 1979 até 2006.


Delegado da Sociedade Portuguesa de Cardiologia para os Açores durante catorze anos, foi Membro do Corpo Redatorial da Revista Portuguesa de Cardiologia, Membro da Comissão de Ética do Hospital de Ponta Delgada e da Direção Clínica do mesmo hospital, Coordenador e responsável pelos Estágios da Especialidade e Coordenador de Estudos de Investigação.


É coautor de trabalhos publicados na sua especialidade.


Recebeu louvor da Região Militar de Angola, e foi agraciado com o Emblema de Ouro da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, a mais alta distinção que a Sociedade confere aos seus sócios.

 

 

Luís Henrique de Aguiar Sequeira de Medeiros

Nasceu em São Miguel em 1949.


Médico Veterinário de profissão integrou os quadros dos serviços veterinários regionais onde desempenhou funções nas áreas da Sanidade Animal, do Melhoramento Animal, e da Higiene e Segurança Alimentar, entre 1974 e 2011.


Foi diretor técnico do Centro de Bovinicultura, onde deu início à atividade do Centro de Inseminação Artificial de São Miguel.


De 1980 a 1989, foi Diretor Regional dos Serviços Veterinários, representando a Região nas delegações da República Portuguesa que prepararam a adesão de Portugal à CEE no sector agrícola e integrou diversos grupos de trabalho sectoriais no Ministério da Agricultura.


Representou também a Região Autónoma dos Açores no grupo de trabalho que estudou o impacte da aplicação do regime de quotas leiteiras a Portugal e que elaborou a legislação nacional regulamentadora do mesmo regime. Coordenou a elaboração e a implementação da legislação regional relativa às quotas leiteiras.


Foi Presidente da Direção do IAMA – Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas – entre 1989 e 1997 e responsável pelos processos de atribuição de Denominações de Origem Protegida a diversos produtos Agrícolas Regionais.


Promoveu o estudo e deu início à reestruturação da rede regional de abate e participou com os serviços técnicos da Comissão Europeia na conceção do Programa POSEIMA.


Foi Deputado à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores entre 2000 e 2004.

 

 

Manuel Coelho de Sousa

Nasceu na Terceira em 1924 e faleceu em 2 de setembro de 1995.


Estudou no Seminário de Angra, foi ordenado presbítero em junho de 1948 e nomeado professor do mesmo Seminário naquele ano, funções que exerceu até 1963, ano em que concluiu, na Universidade de Salamanca, o bacharelato em Filologia Hispânica.


Padre, poeta, jornalista, professor- exerceu funções docentes na Escola Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade -, orador, escritor, encenador, cultor das tradições folclóricas, mestre de muitos ofícios, Manuel Coelho de Sousa exerceu influência religiosa, artística e cultural nos Açores em fim de século.


Foi Chefe de Redação, Diretor Adjunto e Diretor do Jornal “A União” de 1956 a 1994.


O seu múnus pastoral foi exercido desde 1963 e até ao seu falecimento.


O conhecimento dos seus dons oratórios e a sua personalidade versátil e multifacetada granjearam-lhe muitos convites de todo o arquipélago e das comunidades açorianas no estrangeiro.


A sua sensibilidade artística levou-o a expressar-se na dramaturgia, na poesia e na pintura sendo simultaneamente um defensor intransigente da cultura popular nas suas múltiplas formas.

 

 

Manuel Dinarte Machado Borges

Nasceu nos EUA em 1959.


Obteve a nacionalidade portuguesa e radicou-se em São Miguel, onde estudou na antiga Escola Industrial.


Desde muito jovem ligou-se à música, surgindo o primeiro contacto com os órgãos de tubos aos vinte anos de idade. Autodidata no início da sua carreira, conhece depois as técnicas principais utilizadas no restauro e construção daqueles instrumentos, trabalhando com organeiros nacionais e estrangeiros.


Em 1987 monta ateliê em Ponta Delgada, dedicando-se exclusivamente ao trabalho de organaria. Sucedem-se restauros em órgãos dos Açores, Madeira, Continente Português e Espanha.


Até à data realizou 78 restauros em órgãos históricos, na sua maioria da escola de organaria portuguesa, da segunda metade do século XVIII, em cuja área é especialista.


No campo da construção a sua maior obra é o Grande Órgão da Sé Catedral de Angra do Heroísmo.


Realizou os inventários já publicados dos órgãos dos Açores e da Madeira e foi responsável pelo restauro dos seis órgãos da Basílica de Mafra, reconhecido com o Prémio Europa Nostra em 2012.


Recebeu a Comenda da Ordem de Mérito.

 

 

Manuel Medeiros Ferreira

Nasceu em São Miguel em 1950 e faleceu em 3 de janeiro de 2014.


É o autor do considerado hino identitário dos Açores: Ilhas de Bruma.


Este é, sem dúvida, um dos casos em que o homem e a obra estão indissoluvelmente ligados. Manuel Medeiros Ferreira, bibliotecário de profissão, imortalizou-se com esta composição de 1983, cuja estreia pública aconteceu no festival musical Maré de Agosto e que o realizador José Medeiros destacou no programa televisivo Balada do Atlântico. O maestro Emílio Porto fez o arranjo e a canção ganhou asas nos Açores e na diáspora, tornando-se o rosto do seu compositor, Manuel Medeiros Ferreira, e tema incontornável na expressão musical açoriana, uma espécie de retrato poético da identidade coletiva das nossas ilhas.


Manuel Medeiros Ferreira confundiu-se com as Ilhas de Bruma a tal ponto que a única homenagem por si pretendida era a continuidade deste seu cântico de mar e de neblina, de basalto e de nostalgia, nas vivências e no cancioneiro regional açorianos.

 

 

Manuel de Sá Couto

Nasceu em São Miguel em 1952 e faleceu em 13 de maio de 2014.


Licenciou-se em Filosofia pela Universidade do Porto, tendo coordenado o Departamento de Ciências Humanas da Universidade dos Açores.


Professor por opção de vida e realização pessoal, lecionou na Escola Secundária D. Maria em Lisboa e na Escola Antero de Quental. Acreditava que a escola pública, democrática, universal e gratuita era o único caminho de progresso social.


Pautou a sua vida por uma intensa participação cívica e política.


No âmbito do seu interesse pela filosofia foi autor do Ensaio “Entrevista com Sócrates”.


Fundador e Diretor Adjunto do Jornal Açores 9, colaborou igualmente em diversos Jornais locais, presidiu a um Grupo de Teatro de que foi também fundador da “Associação Progresso” da Lomba da Maia, tendo ainda ensaiado e coordenado o Grupo Coral da Igreja de Nossa Senhora do Rosário na Lomba da Maia.


No âmbito desportivo, fundou o clube federado Esperança Futebol Clube e foi Vice-presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol.


Na sua atividade política, foi militante da União Democrática Popular e do Partido Socialista, membro da Assembleia Municipal, vereador da Câmara Municipal da Ribeira Grande e candidato a deputado regional, tendo ainda sido mandatário a nível Açores da candidatura presidencial de Manuel Alegre em 2006.


Organizou e realizou tertúlias, debates e eventos culturais, sociais, cívicos e políticos.

 

 

Maria de Fátima Silva de Sequeira Dias

Nasceu em São Miguel em 1958 e faleceu em 7 de janeiro de 2013.


Licenciou-se em História em 1981 na Universidade dos Açores, pós-graduou-se em História da Europa Contemporânea no Instituto de Estudos Europeus de Bruxelas, cursou o mestrado de Economia do Desenvolvimento na Universidade Livre de Bruxelas, doutorou-se na Universidade dos Açores.


Foi aquela a sua casa profissional, onde desempenhou diversas funções: diretora do curso de História, pró-Reitora para as Relações Universidade/Sociedade, Presidente do Conselho Científico e Presidente do Conselho do Departamento de Economia e Gestão.


Professora do Ensino Superior, investigadora, autora de duas dezenas de monografias, Fátima Sequeira Dias teve uma vida intensa de serviço ao conhecimento de algumas facetas da história económica dos Açores, estudando e divulgando instituições e empresas como a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, o Ateneu Comercial de Ponta Delgada, a Casa Bensaúde, o Aeroporto de Ponta Delgada, a SATA, a Fábrica de Tabaco Micaelense, a SAAGA.


Dedicou-se ainda ao estudo de Os Judeus nos Açores nos séculos XIX e XX, publicou o Dicionário Sentimental da Ilha de São Miguel e os 450 anos da Cidade de Ponta Delgada.

 

 

Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas

Nasceu em Angola em 1961.


Tem o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa e é licenciada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.


Pianista, gestora cultural e, atualmente, deputada na Assembleia da República, Gabriela Canavilhas desempenhou diversos cargos públicos e ligados a instituições culturais, designadamente Ministra da Cultura do XVIII Governo Constitucional, Diretora Regional da Cultura do X Governo Regional dos Açores, Presidente da Orquestra Metropolitana de Lisboa, Presidente da Academia Superior de Orquestra e membro do Conselho Diretivo da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento.


 Foi criadora e diretora do Festival MusicAtlântico dos Açores, que se realizou anualmente entre 1999 e 2009.


Durante vários anos apresentou diversos programas radiofónicos e televisivos de divulgação cultural.


Pertence ao quadro docente do Conservatório Nacional de Lisboa, é membro do Conselho Geral da Universidade Aberta e membro do Conselho de Administração da Fundação Oriente.


Detentora de vários prémios nacionais e internacionais como pianista, manteve intensa atividade artística nos palcos das principais salas de concerto, Instituições culturais e Festivais nacionais, tendo-se dedicado à revelação de obras eruditas portuguesas.

 

 

Nestor de Sousa

Nasceu em São Miguel em 1932.


Licenciou-se em História pela Universidade de Coimbra, onde participou no Teatro de Estudantes daquela Universidade, tendo sido também ator e encenador de teatro.


Mestre em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, sob a orientação de José-Augusto França, lecionou em Escolas Secundárias em Santarém e Tomar, onde criou e dirigiu um Centro Cultural, na Escola Secundária Antero de Quental e na Universidade dos Açores de 1976 a 2002.


É um historiador de Arte, tendo ensaios publicados em historiografia artística em periódicos culturais regionais e nacionais, como a revista Arquipélago - História, da Universidade dos Açores. Publicou igualmente estudos sobre algumas individualidades notáveis da arte, como Duarte Maia, Canto da Maia, Domingos Rebelo e Raimundo Machado da Luz, assim como de autores contemporâneos, como Álvaro Raposo de França, Luís França e Urbano.


Foi diretor do Museu Carlos Machado, de 1975 a 1985, ano em que se demitiu destas funções não remuneradas. Procurou realizar várias melhorias de forma a modernizar a instituição. Organizou exposições e foi responsável pela aquisição de várias obras de pintores portugueses contemporâneos.
 

Igualmente da sua responsabilidade foi a criação e organização do Museu Municipal do Nordeste, inaugurado em 1989.


É membro da Academia Nacional de Belas-Artes.

 

 

Victor do Carmo Cruz

Nasceu em São Miguel em 1929.


Aos 17 anos, acabado o curso da escola Industrial, concorre ao Emissor Regional dos Açores e aí inicia carreira. Aos 27 anos é funcionário do Consulado Americano.


Explorou durante muitos anos o conhecido Solar da Graça.


Victor Cruz trouxe aos Açores e conviveu com muitos famosos, entre eles, Toni Ramos, Amália, Madalena Iglésias, Simone, Mara Abrantes, Fernando Pessa, Eusébio, Duo Ouro Negro, Tony de Matos, John Wayne, Francisco José, Tristão da Silva.


Ele próprio se dedicou ao mundo do espetáculo como cantor, gravando vários discos e como encenador da sua criação: O Açorianíssimo, um sucesso levado às comunidades emigradas nos Estados Unidos e Canadá. Apresentou, durante muitos anos, o Natal do Gaiato e o Natal dos Hospitais.


Empreendedor, foi um dos nomes que lançou os famosos bailes do Coliseu, as Festas do Espírito Santo em Ponta Delgada e criou o Centro do Emigrante.


Na área da Comunicação Social, fundou a revista “Açorianíssima” e o Jornal “Atlântico Expresso”, semanário gratuito que espelhava uma nova escola jornalística.


Em 1975, Victor Cruz foi dos 35 cidadãos aprisionados, após a manifestação de 6 de Junho.

 

(versão p/impressão)