“Hoje reunimo-nos em volta desta língua que nos é comum, mas é também a cultura, a história e a economia que nos fazem querer reforçar laços que unem estas duas comunidades autónomas”, disse a Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Ana Luís, na sessão de abertura da inauguração da exposição “56 Páxinas das Nosas Letras”, que decorreu no passado dia 19 de outubro na Casa dos Açores em Lisboa.

Estreitar os laços que unem os Açores e a Galiza, é o objetivo da cooperação institucional existente entre os Parlamentos das duas regiões europeias que partilham a génese linguística, a relação com o Atlântico e, ainda, a condição autonómica. Neste sentido, desde 2016, que é organizado um evento conjunto entre a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e o Parlamento da Galiza de forma a reforçar a identidade destas regiões mediante a diversidade cultural na Europa.

Este ano, o evento organizado incluiu a inauguração de duas exposições itinerantes e uma degustação de produtos açorianos e galegos. O evento começou na Casa dos Açores em Lisboa, com a inauguração da exposição itinerante “56 Páxinas das Nosas Letras”, mostra que resulta da celebração anual do Dia das Letras Galegas, organizada pelo Parlamento da Galiza em colaboração com a Junta da Galiza e a Real Academia Galega e tem como objetivo divulgar a obra de personalidades que se destacaram pela sua criação literária em galego ou pela defesa da língua galega.

A cerimónia continuou no Xuventude de Galicia - Centro Galego de Lisboa com a inauguração da exposição itinerante da Assembleia Legislativa “Açores: Silêncio e Ser”, exibição fotográfica que apresenta uma interpretação do fotógrafo Jorge Barros sobre a obra “Ilhas Desconhecidas” de Raul Brandão e, ainda, com uma intervenção do Professor Urbano Bettencourt acerca daquele escritor. Na ocasião, Ana Luís expressou a sua gratidão pela colaboração e acolhimento de ambas as instituições, evidenciando que “esta celebração é feita por quem está mais longe, por quem, por qualquer motivo, não regressou a casa e desta forma sente “a sua ilha” de forma ainda mais especial”.

Horta, 22 de outubro de 2018

(versão p/impressão)